terça-feira, 6 de julho de 2010

A essência do ser

Estranho como não achamos comum o sorriso de um desconhecido na rua, ou um bom dia para quem nem temos ideia de quem é. Nos deparamos com situações diversas que exigem um jogo de cintura que não deveria exigir, deveria ser um hábito para todos. Enquanto não nos acostumamos aí vai uma que ocorrei comigo hoje.

Depois de um semestre na cadeira mais inútil de qualquer faculdade: 'introdução' acontece algo que com certeza mudou minha maneira de pensar, e espero que mude algumas das minhas atitudes. Alguém me diz que uma cadeira que não é pré-requisito pra raio nenhum ta fazendo no curriculo das faculdades? Acho que nas universidades particulares (que vem a ser o meu caso) é só pra arrancar mais dinheiro dos pobre infelizes que passam de 4 a 6 anos de suas vidas dentro desse mundo universitário.

Descobri depois de um semestre que o meu professor foi o cara mais legal com quem eu tive aula, e hoje provei a mim mesma que ter empatia por alguém pode ser uma merda. Saindo da aula hoje entreguei o trabalho e ele me perguntou se eu tinha conseguido a tranferência do curso. Falei que sim, e que meu futuro não era ali, fazendo uma faculdade de "loucos". Ele riu e me desejou boa sorte e falou que meu futuro seria brilhante na outra área. Agradeci e saí da sala.

Exitei duas ou três vezes. Quem raios acredita que alguém vai ser brilhante em algo sem mesmo conhecer essa pessoa? E quem diz isso pra alguém com um sorriso sincero no rosto?
Optei por não entrar na sala (e percebo que foi o mais certo a fazer), porém cheguei em casa e mandei um e-mail agradecendo da forma com que deveria ter feito na hora em que ele citou tais palavras de confiança a alguém com que ele conviveu poucas horas por semana. Pode ser até que ele não saiba, mas esse tipo de gesto, com pessoas aleatórias as vezes fazem um bem indescritível. O meu muito obrigado a ele e a todos os que eu não agradeci da forma com que deveria, a timidez não me permitiu.

domingo, 27 de junho de 2010

Nostalgias

O final de semana foi meio nostálgico, por várias razões e de diferentes maneiras e para as pessoas mais aleatórias. No twitter, por exemplo, alguns relembrando a copa de 2006 pelos resultados de hoje. Aqui em casa, lembramos de momentos de anos passados e de frases rotineiras de quando eu era pequena. Nostalgia nem sempre é um sinal bom, as vezes ela vem junto com aquele sentimento de fraqueza, aquelas lembranças que não eram remexidas há um bom tempo.
Tenho a lembrança do último aniversário da nostalgia mais recente e que deveria estar mais escondida, para o meu próprio bem. Naquele ano, eu mandei uma mensagem dizendo as falas clichês de sempre e fui correspondida com um obrigado muito caloroso. E esse ano como será? Depois de tudo o que aconteceu, duvido que eu faça algo parecido, ou mesmo que faça algo.
Nessas horas é que temos que ter distrações, não é mesmo? Essa semana fez aniversário de um ano de falecimento do Michael Jackson, todos os canais de música da tv a cabo prestaram homenagens, e tv aberta também. É isso que nos faz sentir a saudade dos tempos em que viviamos aquele momento, lembranças que são encontradas por causa de um determinado fato.
Recebi um livro, de uma empresa que completa 70 anos esse ano. O diretor até 2008 era um amigo da família que completa dois anos de falecimento em duas semanas. Não que a dor não passe nem que é bom lembrar de fatos que desencadeiam sentimentos mais profundos e tristes, mas essa semana passei a semana lembrando dele fazendo besteiras e falando bobagens. Sensações assim que são boas de lembrar, momentos que ainda nos divertem mesmo que sem poder revivê-los fisicamente. Obrigada Eduardo.
E meu muito obrigado a quem leu um desabafo nostálgico.

O início de tudo

O maior problema de criar um blog e mantê-lo é a criatividade. Não só para os posts, mas também para o aspecto visual.
Falar sobre assuntos atuais, fazer desabafos, criar crônicas, tudo isso depende a criatividade de quem o escreve. Não tenho um propósito definido, nem objetivos certos com o blog.
Haverá semanas que posso ficar um dia sem escrever, e outras que postarei o máximo que conseguir. Se a faculdade permitir e o tempo me for hábil, só dependerei da minha vontade e inspiração.
Não sei como começar, mas algumas pessoas já haviam me pedido pra fazê-lo, se conseguirem me achar no meio de tantos blogueiros ficarei feliz em dar-lhes a satisfação dos meus simplórios textos. O anonimato é necessário, não por uma questão de ego e mistérios, mas por uma questão de privacidade no mundo virtual, que é bastante difícil hoje em dia.
Tenhamos um bom início, eu e meu mundo de besteiras.